terça-feira, 26 de agosto de 2014

29 de agosto aniversário de Bezerra de Menezes



Agosto é lembrado nas lides espíritas como o “mês de Bezerra de Menezes”, nascido aos 29/8/1831. Este vulto luminar legou-nos nobres exemplos de vida.

A FEB Editora publica várias obras de Bezerra, escritas como encarnado e desencarnado. Dispõe de uma obra que reúne mensagens de Bezerra, principalmente, as psicofonias de Divaldo Pereira Franco ocorridas durante o Conselho Federativo Nacional da FEB: Bezerra de Menezes, ontem e hoje. Há muitos livros sobre o vulto. Recentemente, Jorge Damas Martins lançou oportuno livro intitulado Bezerra de Menezes e Chico Xavier. O médico e o médium. Uma pesquisa de leitura agradável que destaca interessantes relações entre os dois vultos.

As mensagens espirituais de Bezerra se constituem em roteiro para o Movimento Espírita. Haja vista o texto “Unificação” (Psicografia de Francisco Cândido Xavier, em reunião da Comunhão Espírita Cristã, em 20-04-1963, em Uberaba). Esta mensagem foi estudada no livro Orientação aos órgãos de unificação1, grifando-se as palavras chaves das sentenças. No capítulo seguinte estas palavras chaves foram trabalhadas com a inserção de frases de apoio correlatas. Há trechos marcantes:

“O serviço da unificação e nossas fileiras é urgente mas não apressado. Uma afirmativa parece destruir a outra. Mas não é assim. É urgente porque define o objetivo a que devemos todos visar; mas não apressado, porquanto não nos compete violentar consciência alguma. [...] Nenhuma hostilidade recíproca, nenhum desapreço a quem quer que seja. Acontece, porém, que temos necessidade de preservar os fundamentos espíritas, honrá-los e sublimá-los, senão acabaremos estranhos uns aos outros, ou então cadaverizados em arregimentações que nos mutilarão os melhores anseios, convertendo-nos o movimento de libertação numa seita estanque, encarcerada em novas interpretações e teologias, que nos acomodariam nas conveniências do plano inferior e nos afastariam da Verdade.”

Essa publicação da FEB foi elaborada durante os 60 anos do “Pacto Áureo”, como fruto de elaboração coletiva do Conselho Federativo Nacional da FEB.

E já estamos atingindo os 65 anos do “Pacto Áureo”, no próximo dia 5 de outubro!1,2

Na mesma publicação citada há marcante colocação de Emmanuel (psicografia de Francisco Cândido Xavier, no dia 14/9/1948, em Pedro Leopoldo) que relaciona os momentos críticos que vivemos no cenário de nosso orbe e o papel que os espíritas podemos exercer com o potencial do “Consolador Prometido”:

“O mundo conturbado pede, efetivamente, ação transformadora. Conscientes, porém, de que se faz impraticável a redenção do Todo, sem o burilamento das partes, unamo-nos no mesmo roteiro de amor, trabalho, auxílio, educação, solidariedade, valor e sacrifício que caracterizou a atitude do Cristo em comunhão com os homens, servindo e esperando o futuro, em seu exemplo de abnegação, para que todos sejamos um, em sintonia sublime com os desígnios do Supremo Senhor.”1

No contexto dos 65 anos do “Pacto Áureo” as colocações de Bezerra e Emmanuel devem servir de reflexões para nossas ações e projetos no Movimento Espírita!

Referências:

1) http://www.febnet.org.br/wp-content/uploads/2012/06/Orientacao-aos-Orgaos-de-Unificacao-sem-corte-1.pdf

2) http://www.febnet.org.br/wp-content/uploads/2014/07/65-anos-do-Pacto-Áureo.pdf

Antonio Cesar Perri de Carvalho é presidente da Federação Espírita Brasileira.



sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Dentre os Obreiros


 Dos obreiros que se te fizeram colaboradores e amigos, no campo do bem, conhecerás muitos deles na condição de representantes de faixas diversas da evolução humana: aqueles que começam entusiasticamente, na trilha da obra, lançando arrojados planos de ação, e abandonam o apostolado nos alicerces, com receio do sacrifício;  

os que chegam otimistas, louvando as perspectivas do trabalho, e deixam a tarefa, assim que lhe observam a complexidade e a extensão;  

os que recolheram benefícios da seara e regressaram a ela, prometendo auxílio e reconhecimento, mas largam-na, às vezes de improviso, tão logo se vejam chamados a aprender quanto custa o esforço da sementeira; 

os que formulam projetos avançados de renovação, sob o pretexto de se atender ao progresso, e retiram-se quando observa,m quanto suor e quanta distância existem sempre entre a teoria e a realização;  

os que supõem na gleba um filão de recursos fáceis e fogem dela logo que tomam pessoalmente o peso da charrua de obrigações que lhes compete movimentar.  

Entretanto, ao lado desses cooperadores, sem dúvida respeitáveis, mas ainda inabilitados para os compromissos de longa duração, encontrarás aqueles outros, os que conhecem a importância da paz de espírito e não se arredam da empreitada que lhes coube, prosseguindo no desempenho dos deveres que abraçaram, ainda mesmo quando isso lhes custe o pão amassado com lágrimas, nos testemunhos de fé e abnegação, dia por dia. 

Forma entre esses que se mostram decididos a pagar o preço da própria ascensão e reconhecerás para logo que o obreiro digno do salário da felicidade e da paz, nos erários da vida eterna, será sempre aquele que caminha para a frente com a obra no pensamento e no coração, a pleno esquecimento de si mesmo, trabalhando e servindo, compreendendo e auxiliando, amando e construindo, a serviço do bem de todos, até o fim.