MENSAGENS DE REFLEXÃO


ÂNIMO

Ânimo!
Não se deixe abater, sorria...
Há em ti um oásis de felicidade que te espera.
Caminha e não porfia.
Segue em frente mesmo que se ponha o sol, amanhã será outro dia.
Levanta tua alma, descortina tua vida...
Amarguras, agruras vividas... Relembra as lições do Cristo e vivencia o amor incondicional.
Desata os nós das tuas dúvidas,
Flagelos passados, lições a serem aprendidas hoje, para que não esqueças mais: O que aqui fizeres, aqui responderás.
Alça teu vôo além do imaginário, fé, determinação.
Deus te escuta toda vez que te permites a falar com ele – e fala com teus pensamentos, com tuas mãos, teus pés, tua mente e teu coração.
Tua manifestação na vida em busca de Deus é o balé bem ensaiado, a orquestra bem afinada que tu praticas no teu dia a dia.
Abre teu coração para a dor alheia e não recorras a tua tão insistentemente. Quanto mais martelas os pregos na tua ferida, mais te sangrará a alma. Ao ouvir, ao sentir a dor alheia, compreenderás que a tua pode ser pequena em relação à do teu próximo e então entenderás o motivo da lição que vivencias agora.
Trabalha, ama e não pare no caminho.
Ama-te
Respeita-te
Aprimora-te
E a acima de tudo seja digno com tuas obrigações do agora.

Irmão Guilherme.
Mensagem recebida no Centro Espírita Semente Cristã
Parnaíba, 26 de janeiro de 2012.


REFLEXÃO


Ah! Seres humanos, quando vão aprender a usar o leme da embarcação da vida de vocês? E a remar a favor da maré?...
Estão as criaturas inseridas no corpo, com suas almas repletas de ansiedades. Questões passadas vindo à tona, querendo respostas. Problemáticas antigas esperando resoluções no agora.
Atentai para a vida em si, localizai o cerne da questão e informas a te mesmo, alma crescente, o que deves fazer para mudar o curso da tua jornada em busca da tua perfeição.
Hoje é a dificuldade persistente, que muitas vezes não entendes e que tu transferes para outros por inabilidade em lhe dar com a situação, ou falta de coragem de enfrentar e assumir a responsabilidade adquirida com os erros do passado. Outras vezes é o medo gratuito de ir à luta, é a falta de fé em Deus e em si mesmo, ou a fraqueza moral e espiritual que se encontra instalada pelos processos traumáticos de vidas passadas.
Não relutes, não prenda o ar nos pulmões para não sufocar, a vida é de realizações... O trabalho enobrece e modifica os ares da aflição. Não se prenda às questões perdidas e ilícitas a tua alma, perdoa e segue em frente. A mente quanto mais ociosa, mais perigosa se projeta para o universo, abrindo as portas da atração gratuita, favorecendo aos malfeitores de plantão que esperam, por mais das vezes, a oportunidade para instalar um processo obsessivo, nos diferentes matizes que se conceitua.
Trabalha sempre... Trabalha tua mente com boa leitura, trabalha tuas mãos com o que te for propício, usa tua inteligência e tuas habilidades em todo o teu tempo, só não fique, alma amiga, parada no tempo e no espaço, a mercê do vento vazio que não te dá direção, nem porto seguro. Por isso insisto, seja dono do leme da tua alma e não remes contra a maré.
Se sucessivamente estás vendo que aquilo que esperas conseguir te escapa às mãos, busca entender o momento e prossegues no teu caminho, a cada um segundo o seu merecimento. Mais adiante encontrarás o que procuras. Perder hoje é a lição que precisas entender para que no futuro saibas ganhar com dignidade.
Lança um olhar em te mesmo e alcança o teu maior anseio, estuda e medita, raciocina e sente o hálito de Deus em forma de amor, e espiritualmente entenderás o que a vida espera e quer de te, e o que tu precisas fazer para tua ascensão nesta vida.
Deus esteja contigo!

Irmão Guilherme
Parnaíba-PI  

MENSAGEM RECEBIDA NO CENTRO ESPÍRITA SEMENTE CRISTÃ
(SÁBADO, 21 DE JANEIRO DE 2012.)


MEDIUNIDADE

A mediunidade consciente é o aprofundamento da alma na responsabilidade com o dom que Deus lhe outorgou. Na mediunidade consciente o médium dispõe a favor dos espíritos comunicantes todo o seu acervo mental, intelectual e cultural, dessa e de outras vidas. Por isso é muito importante que o médium que queira servir com honestidade e presteza no serviço mediúnico da casa espírita, se especialize, estude, leia muito e obtenha conhecimento – para que isso nos leve a alcançar a vibração necessária para fazermos o trabalho que queremos fazer, orientar de maneira correta e eficaz. Muitas vezes não dispomos no médium esse canal possibilitador, portanto deixamos de realizar o trabalho. Outras vezes a tarefa sai truncada, sem corresponder de forma eficaz no que gostaríamos de fazer. Por isso as diferentes categorias de médiuns com suas habilidades e notoriedades. A cada um segundo o seu entendimento.
Médium consciente é médium interprete que veicula seu eu e seu intelecto àqueles do mundo espiritual para a confirmação de suas realidades. Quanto mais elástica se torna a mente e mais distendida a aura perispiritual, mais nos facilita o trabalho e o alcance dos objetivos planejados. Junto a tudo isso se encontra o alcance moral e espiritual que o médium deve ter e buscar, equilibrando sua vida e harmonizando seu espaço físico de convivência por onde passa.

Médiuns educai-vos
Médiuns amai-vos

Frei Rogério

Mensagem recebida no Centro Espírita Semente Cristã
Parnaíba, 19 de janeiro de 2012.


Meu irmão, paz em Deus,

É fazendo o bem hoje que conseguirás reparar o mal praticado no ontem. Recebeste por misericórdia de Deus a benção da mediunidade, usa-a como a água que limpa teu corpo, o oxigênio que te prende à vida. Não adia mais teu compromisso com Deus, contigo mesmo e com o teu passado. Serve desinteressadamente.
Mediunidade para os que estão obsedados, sofrendo as amarguras das perseguições ignorantes. Mediunidade a serviço do passe regenerador, que equilibra, ameniza e cura a dor do corpo, do espírito e da mente. Mediunidade da consulta esclarecedora, que direciona, ampara, consola e ilumina. Enfim, mediunidade com Jesus, por Jesus em todos os tempos.
Assume o teu trabalho na seara do Cristo, favorece com o teu dom a quantos necessitam de paz, equilíbrio e de um novo rumo. Esquece um pouco de te mesmo para que possas alcançar o teu próximo. Muitos espíritos amigos esperam a oportunidade de trabalhar contigo. Volta ao estudo espírita, à renovação maior. Daí-nos uma chance para que possamos vencer a vida de erros e sofrimentos e possamos alcançar o porto seguro do bem estar. Mantém a tua fé viva, confia e não desista de amar frente às decepções. Tudo tem uma razão de ser. Deus está contigo e nós também.

Fica em Paz!

Um Espírito amigo.

Mensagem recebida no Centro Espírita Semente Cristã
Dia 19 de janeiro de 2012.


Mensagem Espírirta - Ser Feliz

Ser feliz é um horizonte no tempo
que abre no encontro um momento
um sorriso que expande.
Ser feliz é um caminho
uma busca que não se perde,
o sol que não se põe,
são mãos que abençoam.
Ser Feliz é a comunhão de irmãos que viajam juntos
que olham na mesma direção.
Ser feliz é o destino do homem feito anjo
que desperta a cada manhã
e não se entrega jamais ao desespero.
Ser feliz
estar vivo
consciente
responsável
objetivo
aguardando
compreendendo e
amando sempre.
Ser feliz
estar com Deus
viver com Deus
Participar com Deus nas expressões mais diversas da vida,
sejam Felizes.

Pelo Espirito Pablo


Psicografia recebida pelo Médium Mário Lúcio , no Centro Espirita Semente Cristã, em 25 de agosto de 2011


  A Lenda do Peixinho Vermelho

No centro de formoso jardim, havia um grande lago, adornado de ladrilhos azul- turquesa.
Alimentado por diminuto canal de pedra, escoava suas águas, do outro lado, através de grade muito estreita.
Nesse reduto acolhedor, vivia toda uma comunidade de peixes, a se refestelarem, nédios e satisfeitos, em complicadas locas, frescas e sombrias. Elegeram um dos concidadãos de barbatanas para os encargos de rei, e ali viviam, plenamente despreocupados, entre a gula e a preguiça.
Junto deles, porém, havia um peixinho vermelho, menosprezado de todos.
Não conseguia pescar a mais leve larva, nem refugiar-se nos nichos barrentos. Os outros, vorazes e gordalhudos, arrebatavam para si todas as formas larvárias e ocupavam, displicentes, todos os lugares consagrados ao descanso.
O peixinho vermelho que nadasse e sofresse.
Por isso mesmo era visto, em correria constante, perseguido pela canícula ou atormentado de fome.
Não encontrando pouso no vastíssimo domicílio, o pobrezinho não dispunha de tempo para muito lazer e começou a estudar com bastante interesse.
Fez o inventário de todos os ladrilhos que enfeitavam as bordas do poço, arrolou todos os buracos nele existentes e sabia, com precisão, onde se reuniria maior massa de lama por ocasião de aguaceiros.
Depois de muito tempo, à custa de longas perquirições, encontrou a grade do escoadouro.
À frente da imprevista oportunidade de aventura benéfica, refletiu consigo:
- "Não será melhor pesquisar a vida e conhecer outros rumos?"
Optou pela mudança.
Apesar de macérrimo, pela abstenção completa de qualquer conforto, perdeu várias escamas, com grande sofrimento, a fim de atravessar a passagem estreitíssima.
Pronunciando votos renovadores, avançou, otimista, pelo rego d'água, encantado com as novas paisagens, ricas de flores e sol que o defrontavam, e seguiu, embriagado de esperança...
Em breve, alcançou grande rio e fez inúmeros conhecimentos.
Encontrou peixes de muitas famílias diferentes, que com ele simpatizaram, instruindo-o quanto aos percalços da marcha e descortinando-lhe mais fácil roteiro.
Embevecido, contemplou nas margens homens e animais, embarcações e pontes, palácios e veículos, cabanas e arvoredo.
Habituado com o pouco, vivia com extrema simplicidade, jamais perdendo a leveza e a agilidade naturais.
Conseguiu, desse modo, atingir o oceano, ébrio de novidade e sedento de estudo.
De início, porém, fascinado pela paixão de observar, aproximou-se de uma baleia para quem toda a água do lago em que vivera não seria mais que diminuta ração; impressionado com o espetáculo, abeirou-se dela mais que devia e foi tragado com os elementos que lhe constituíam a primeira refeição diária.
Em apuros, o peixinho aflito orou ao Deus dos Peixes, rogando proteção no bojo do monstro e, não obstante as trevas em que pedia salvamento, sua prece foi ouvida, porque o valente cetáceo começou a soluçar e vomitou, restituindo-o às correntes marinhas.
O pequeno viajante, agradecido e feliz, procurou companhias simpáticas e aprendeu a evitar os perigos e tentações.
Plenamente transformado em suas concepções do mundo, passou a reparar as infinitas riquezas da vida. Encontrou plantas luminosas, animais estranhos, estrelas móveis e flores diferentes no seio das águas. Sobretudo, descobriu a existência de muitos peixinhos, estudiosos e delgados tanto quanto ele, junto dos quais se sentia maravilhosamente feliz.
Vivia, agora, sorridente e calmo, no Palácio de Coral que elegera, com centenas de amigos, para residência ditosa, quando, ao se referir ao seu começo laborioso, veio a saber que somente no mar as criaturas aquáticas dispunham de mais sólida garantia, de vez que, quando o estio se fizesse mais arrasador, as águas de outra altitude, continuariam a correr para o oceano.
O peixinho pensou, pensou... e sentindo imensa compaixão daqueles com quem convivera na infância, deliberou consagrar-se à obra do progresso e salvação deles.
Não seria justo regressar e anunciar-lhes a verdade? não seria nobre ampará-los, prestando-lhes a tempo valiosas informações?
Não hesitou.
Fortalecido pela generosidade de irmãos benfeitores que com ele viviam no Palácio de Coral, empreendeu comprida viagem de volta.
Tornou ao rio, do rio dirigiu-se aos regatos e dos regatos se encaminhou para os canaizinhos que o conduziram ao primitivo lar.
Esbelto e satisfeito como sempre, pela vida de estudo e serviço a que se devotava, varou a grade e procurou, ansiosamente, os velhos companheiros. Estimulado pela proeza de amor que efetuava, supôs que o seu regresso causasse surpresa e entusiasmo gerais. Certo, a coletividade inteira lhe celebraria o feito, mas depressa verificou que ninguém se mexia.
Todos os peixes continuavam pesados e ociosos, repimpados nos mesmos ninhos lodacentos, protegidos por flores de lotus, de onde saíam apenas para disputar larvas, moscas ou minhocas desprezíveis.
Gritou que voltara a casa, mas não houve quem lhe prestasse atenção, porquanto ninguém, ali, havia dado pela ausência dele.
Ridicularizado, procurou, então, o rei de guelras enormes e comunicou-lhe a reveladora aventura. O soberano, algo entorpecido pela mania de grandeza, reuniu o povo e permitiu que o mensageiro se explicasse.
O benfeitor desprezado, valendo-se do ensejo, esclareceu, com ênfase, que havia outro mundo líquido, glorioso e sem fim. Aquele poço era uma insignificância que podia desaparecer, de momento para outro. Além do escoadouro próximo desdobravam-se outra vida e outra experiência. Lá fora, corriam regatos ornados de flores, rios caudalosos repletos de seres diferentes e, por fim, o mar, onde a vida aparece cada vez mais rica e mais surpreendente. Descreveu o serviço de tainhas e salmões, de trutas e esqualos. Deu notícias do peixe-lua, do peixe-coelho e do galo-do-mar. Contou que vira o céu repleto de astros sublimes e que descobrira árvores gigantescas, barcos imensos, cidades praieiras, monstros temíveis, jardins submersos, estrelas do oceanos e ofereceu-se para conduzi-los ao Palácio de Coral, onde viveriam todos, prósperos e tranqüilos. Finalmente os informou de que semelhante felicidade, porém, tinha igualmente seu preço. Deveriam todos emagrecer, convenientemente, abstendo-se de devorar tanta larva e tanto verme nas locas escuras e aprendendo a trabalhar e estudar tanto quanto era necessário à venturosa jornada.
Antes que terminou, gargalhadas estridentes coroaram-lhe a preleção.
Ninguém acreditou nele.
Alguns oradores tomaram a palavra e afirmaram, solenes, que o peixinho vermelho delirava, que outra vida além do poço era francamente impossível, que aquelas história de riachos, rios e oceanos era mera fantasia de cérebro demente e alguns chegaram a declarar que falavam em nome do Deus dos Peixes, que trazia os olhos voltados para eles unicamente.
O soberano da comunidade, para melhor ironizar o peixinho, dirigiu-se em companhia dele até a grade de escoamento e, tentando, de longe, a travessia, exclamou, borbulhante:
- "Não vês que não cabe aqui nem uma só de minhas barbatanas? Grande tolo! vai-te daqui! não nos perturbes o bem-estar... Nosso lago é o centro do Universo... Ninguém possui vida igual à nossa!..."
Expulso a golpes de sarcasmo, o peixinho realizou a viagem de retorno e instalou-se, em definitivo, no Palácio de Coral, aguardando o tempo.
Depois de alguns anos, apareceu pavorosa e devastadora seca.
As águas desceram de nível. E o poço onde viviam os peixes pachorrentos e vaidosos esvaziou-se, compelindo a comunidade inteira a perecer, atolada na lama...

Retirado do prefácio do livro "LIBERTAÇÃO", de André Luiz
Psicografia de Francisco Cândido Xavier
Edição FEB