quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Transtornos

Porque transtornos apareçam, ninguém deve se entregar ao desânimo;
Porque transtornos surjam, ninguém deve perder a esperança;
Porque transtornos sobrevenham, ninguém deve se isentar do trabalho...

Para o rio, a enchente não deixa de ser um transtorno, no entanto, ele prossegue fiel ao próprio leito, correndo na direção do mar...
Para a árvore, o incêndio na floresta é um transtorno imenso, no entanto, ela prossegue produzindo, à espera da regeneração dos seus galhos, ramos e folhas...
Para a gleba, a erva daninha é inesperado transtorno na lavoura, no entanto, ela prossegue em seu desiderato, à espera de que o homem colabore, erradicando-lhe o joio ameaçador...

Transtornos são naturais na existência, são naturais na vida de qualquer espírito que esteja empenhado em sua iluminação. Não há ninguém sobre a face do orbe, espírito algum, no corpo ou fora dele, que não se submeta aos transtornos impostos pela Lei que aperfeiçoa os seres... Tudo sofre a fim de acomodar-se, tudo padece e tudo se aflige, com o propósito de acordar para o esplendor da Luz...

Ninguém se entregue ao abatimento, pelos transtornos cotidianos, dentro de casa, na rua, no ambiente de trabalho, com os transtornos de saúde, transtornos econômicos, embaraços profissionais, problemas de convivência, transtornos na aceitação de si mesmo...

Transtornos são naturais... A própria Terra, por vezes, se transtorna em sua estabilidade climática, ecológica e sideral, no entanto, serenamente, persevera em sua órbita...

Embora transtornados, prossigamos, mas não sem fé:
Transtornados, mas não desesperados;
Transtornados, mas não enlouquecidos;
Transtornados, mas não sem confiança;
Transtornados, mas não descrentes;
Transtornados, mas não de braços cruzados!...

Irmão José

Do livro – Mediunidade, Corpo e Alma – Carlos A. Baccelli/Espíritos Diversos

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